Capitulo 3 – Novidades.
Entrei na Sociedade Hunter eu já fui direto para a ala de treinamento. Passei quase o dia todo por lá, assim que escureceu eu iria sair de lá e aproveitar para espionar Lia. Talvez encontrar alguma evidencia que a culpasse, foi quando eu encontrei com Ellen, a secretaria do líder da Sociedade, Philippe.
- Venha, temos noticias para você.
Eu simplesmente a segui. Ao entrar Philippe não parecia estar nervoso, mais sim preocupado.
- O que foi Philippe?
- Eu tenho novidades sobre o caso de sua mãe. – ele disse com um pesar na voz. – Baseado nas suas investigações contra a Lia, a Sociedade também deu seus passos e conseguimos desbloquear uma ligação de Lia antiga com sua mãe.
- Sim, e o que tem? – perguntei, eu podia imaginar que essa ligação declararia Lia culpada ou inocente.
- Baseado na ligação... – ele suspirou – podemos declarar Lia Tonson culpada pelo assassinato de sua mãe Yukiko Torres. – eu tive a sensação que eu ia explodir de felicidade.
- O que vocês descobriram pela ligação? – perguntei ansiosa.
- Era uma conversa de Lia com a mãe. – respondeu ele – e tudo indica que lia matou a Sra. Torres a mando de sua mãe Lívia Tonson. Ambas serão julgadas na sexta-feira que vem e se elas forem declaradas culpadas, quem aplicara a sentença de morte é você.
- Obrigado pela ajuda Philippe. – foi ai que eu me lembrei do incidente de hoje à tarde – Philippe?
- Sim?
- Hoje à tarde, depois da escola, Lia e eu brigamos. – seus olhos se arregalaram – e eu queria saber se isso pode interferir no julgamento.
- Tinha humanos por perto?
- Sim.
- A briga foi interferida por humanos?
- Sim.
- Então não, nós podemos usar o argumento que foi uma briga para manter as aparências de que vocês duas são humanas. – ele pareceu aliviado.
- Então até sexta, Philippe. – eu me despedi
- Até sexta Nina. – depois que ele se despediu, ele me pediu – e, por favor, tente se conter em relação a Lia.
- Ok.
Eu sai da sala dele e fui direto para a minha casa, com a barriga gelada pelo fato de ter que enfrentar os meus padrinhos. Assim que eu abri a porta, vi na sala meus padrinhos, que estavam sentados no sofá e na mesa de centro minha suspensão. Minha barriga congelou.
- Que bom que você chegou Nina. - Falou Saulo. - Temos mesmo que conversar com você.
- Se for pelos acontecimentos de hoje, poupe suas palavras, - rebati - pois eu não vou ouvi-las.
- Você não era assim querida - disse Lola - Você era doce e amorosa a um mês atrás.
- Era! Do verbo não é mais! - eu falei - Em um mês madrinha, as coisas podem mudar e muito.
- Nós sabemos Nina, mais não é por isso que você tem que agir dessa forma. - Saulo falou de uma maneira desagradável.
- Vocês não precisam se preocupar comigo, eu vou sai dessa casa em duas semanas. – eu não aguentaria viver ali por muito mais tempo e tenho certeza de que a Sociedade poderia me ajudar.
Pude ver que ambos ficaram chocados, tanto que não disseram uma palavra sequer. Subi as escadas e entrei em meu quarto, senti que eu estava chorando. Droga! Eu tomei um banho e deitei na cama. Comecei a pensar no que aconteceria sexta e assim eu dormi.
Acordei com o telefone de casa tocando, de pijama desci para atender.
- Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii amoooooooooooor! - disse a voz melosa de Lia.
- Sou eu. - respondi sem ânimo.
- Ah - ela reclamou - ele ta ai?
- Não sei, eu acabei acordar.
- Ah. Bom, já que ele não esta ai, eu posso falar com você. Eu vou direto ao assunto. Eu sei quem é você e você sabe quem eu sou. E eu acho melhor você me deixar em paz.
- Eu nunca mexi com você, foi sempre você que fazia de tudo para me irritar pelo fato de eu ser sua irmãzinha bastarda. – falei secamente. – E eu sei que você só esta com o Law só pra piorar a minha vida.
- Olha, - ela riu - você é mais esperta que eu imaginei. Mais não foi só por isso, foi também pra te irritar. Porque eu sei dos seus sentimentos por ele. Hahahahaha! - eu ia retrucar, mas nesse momento a porta de casa se abriu e o Law apareceu e ficou surpreso ao me ver, eu também fique surpresa em vê-lo e meu coração bateu mais forte. Ele ficou vermelho, foi ai que eu percebi que eu estava com meu pijama preto de renda da Victoria Secrets. Eu corei.
- É pra você. - disse passando o telefone pra ele.
Ele não respondeu, somente pegou o telefone da minha mão e começou a conversar com Lia. Eu subi para o meu quarto, ao olhar no relógio fiquei assustada eram quatro horas da tarde, eu havia dormido quase o dia todo! Tomei um banho e escovei os dentes e depois resolvi sair para comer alguma coisa. Afinal era sábado.
Coloquei uma calça jeans e uma blusa de mangra cumprida, peguei algum dinheiro que eu tinha e desci as escadas, ao chegar na sala vi que Law ainda falava com Lia. Sai de casa e comecei a andar sem destino nenhum, até que eu cheguei a uma pequena pracinha, resolvi sentar em um banco e deixar minha mente vagar.
- Nina? – disse uma voz familiar, eu olhei para ver quem era, e eu me deparei com Jared, ele também era um Hunter.
- Ah! – eu falei – Oi Jared.
- Oi Nina! – disse ele se sentando ao meu lado – Tudo bem com você?
- Tá tudo sim – menti – e com você?
- Bem também. – respondeu ele – eu fiquei sabendo que você estava caçando o assassino de sua mãe e que você o encontrou e que o julgamento será na sexta-feira. É verdade?
- É verdade sim. – Nossa, a história já havia se espalhado.
- Todos estão curiosos para saber quem é. – disse ele desapontado – mais Philippe quer absoluto sigilo.
- O sigilo é melhor quando se trata de um assassinato. – agradeci ao Philippe mentalmente por isso.
- Concordo com você.
Passamos alguns minutos em silencio, até que Jared novamente puxou assunto.
- Nina, eu estava pensado se você não topa jantar comigo hoje? – eu fiquei surpresa pelo convite, eu nunca tinha realmente prestado muita atenção no Jared, mais ali, com o sol se pondo, eu pude ver que ele era muito bonito. Ele tinha uns 18 anos, era loiro dos olhos verdes, tinha em torno 1,82 de altura e cada musculo do seu corpo era bem definido. Mais o que ele tinha de mais belo era sua gentileza e educação. Eu não queria esquecer o Law, mais o Jared era o tipo de cara que valia a pena tentar se relacionar, e eu tinha apenas 16 anos e eu sabia que eu tinha que aproveitar bem cada momento, até porque o tempo não volta pra trás.
- Tudo bem. – respondi – eu aceito.
- Serio? Fico feliz com isso. – seus olhos brilharam e seu sorriso foi de orelha a orelha. – Que horas eu posso te pegar?
- Me pegue a sete e meia. – respondi
- Ok, até mais tarde então.
- Até mais tarde.
E ele saiu andado com um sorriso enorme no rosto. Eu sorri e me voltei para casa, ao passar pela porta eu não vi ninguém, ao olhar o relógio eu vi que já eram seis horas. Subi ao meu quarto e tomei outro banho e comecei a me arrumar para sair com Jared. Ao sair do banheiro eu me olhei nua no espelho por uma fração de segundo; eu tinha 1,61 de altura e pesava 53 kg, o meu corpo era em uma medida ideal com seios medianos e um quadril avantajado, pernas longas e grossas e uma
cintura de violão, e não tinha nenhuma imperfeição ou cicatriz, eu tinha o corpo que qualquer menina se mataria para ter. Meus olhos eram azuis como o céu e para completar cílios longos e fartos. Meu nariz era um pouco arrebitado e levemente achatado. Minha boca era bem delineada e levemente corada de vermelho. Meus cabelos eram longos e negros e caiam em ondas perfeitas até o quadril sem nenhum fio quebrado ou com frizz. Minhas mãos eram pequenas e delicadas, mas eram pesadas e vinham acompanhadas por unhas longas, finas e afiadas e extremamente resistentes. E eu era assim graças a minha linhagem vampírica.
Eu não sabia bem o que vestir, então coloquei uma calça jeans preta de cós alto e uma blusa de alça fina de seda branca. Como a blusa foi posta dentro sa calça isso deu certo charme e leveza. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo elegante e deixei alguns fios soltos, e os sapatos eu resolvi colocar o meu all star preto novo. Ao acabar eu me olhei no espelho e vi que eu estava bem arrumada. Passei um pouco de lápis de olho e rímel para valorizar um pouco mais meus olhos. Olhei o relógio, já eram sete e vinte, peguei minha bolsa e um sobretudo de camurça preto e desci as escadas delicadamente, ao chegar na sala pude ver que Law e os meus padrinhos estavam lá vendo TV e ambos me olharam surpresos ao me ver bem arrumada.
- Vai sair querida? – perguntou Lola sem um pingo de curiosidade na voz
- Vou sim madrinha – respondi educadamente – Eu volto antes das dez, prometo.
- Tudo bem querida, divirta-se! – desejou ela.
Eu sai porta a fora. Lola era a única que não havia mudado comigo desde a suspensão, isso porque ela entendi o que eu estava passando. Eu amava profundamente Lola. Não demorou muito para que Jared chegasse, seu carro era lindo, era um Astra prata exuberante. Ele desceu do carro e eu pude ver que ele estava tão bem vestido quanto eu; ele usava uma calça jeans azul escura, com tênis da adidas, sua camisa era branca, lisa, de manga curta, ele estava muito elegante.
- Você está linda! – ele elogiou abrindo a porta do carro pra mim.
- Obrigada, você também está muito elegante. – falei sinceramente.
- Obrigado. – agradeceu ele corando.
Eu olhei para casa, eu vi que pela janela os três olhavam para ver com
quem eu ia sair, suspirei.
- Parece que seu irmão não gosta de ver você saindo com outros garotos. – disse Jared entrando no carro e ligando o motor.
- Não ligue para ele. – pedi – eu e ele estamos meio brigados.
- Ah! – disse Jared surpreso – entendo.
Enquanto ele dirigia, nós dois conversávamos sobre vários assuntos, eu pude ver que ele queria me conhecer melhor. Nós conversávamos de assuntos banais e de assuntos importantes, era fácil conversar com Jared porque ele não insistia em uma resposta que eu não queria dar.
Sair com Jared foi uma coisa legal, eu me diverti muito. Quando foi nove e meia eu estava em casa, ao passar pela porta pude ver que os três ainda estavam na sala. Eu ri mentalmente.
- Se divertiu querida? – perguntou Lola.
- Sim, foi muito divertido. – respondi com um sorriso.
- Que bom querida. – ela disse sorrindo.
Eu subi as escadas sem dizer uma palavra, em seguida coloquei meu pijama e deitei na cama, logo em seguida percebi que eu estava muito cansada e dormi rapidamente.
Continua...
Por Nina Carvalho

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